sábado, 12 de março de 2011

Estrutura danificada sendo removida no Vale


Sábado de muito trabalho no Vale. Os funcionários da empresa AM Engenharia trabalham na remoção da estrutura metálica da arquibancada do Estádio do Vale. A cobertura foi parcialmente danificada devido as fortes rajadas de ventos que atingiram a cidade de Novo Hamburgo na tarde de quinta-feira.



Dois guindastes estão auxiliando nos trabalhos que seguem em ritmo acelerado no Vale. A expectativa da direção anilada é que a nova cobertura fique pronta até o dia 23 de março quando o Novo Hamburgo realiza a primeira partida dentro do Estádio do Vale na Taça Farroupilha.



O grande prejuízo ainda não foi calculado, mas o clube salienta não irá poupar esforços para reconstrução do estádio anilado.



Segundo a AM Engenharia, em 30 dias a nova cobertura deve está pronta. No entanto, a empresa salientou que as condições do climáticas precisam ser favoráveis para a conclusão dentro deste prazo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tom Zé A Volta do Trem das Onze

Universidade Aberta seleciona tutor para Novo Hamburgo

Estão abertas até o dia 18 de março as inscrições do processo seletivo para formação de cadastro de reserva de bolsistas que atuarão como tutor presencial no curso de Especialização em Mídia na Educação no polo de Novo Hamburgo da Universidade Aberta do Brasil (UAB). O tutor será responsável por mediar a comunicação de conteúdos entre os professores da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e os cursistas, além de acompanhar as atividades de ensino. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no polo da UAB, que fica na Rua Pedro Adams Filho, 4918, 2º andar (confira abaixo a lista de documentos necessários).



Os candidatos devem ter formação no curso e experiência com o uso de computador e internet. A bolsa para 20 horas de trabalho semanais é de R$ 765,00. A seleção será feita em duas etapas: análise de currículo e entrevistas. O edital completo está disponível no site cead.ufpel.edu.br. O polo da UAB é um sistema de ensino superior criado pelo Ministério da Educação e mantido em Novo Hamburgo por meio da Secretaria de Educação e Desporto (SMED). Mais informações pelo telefone 3593-2043.





Lista de documentos:

Currículo comprovado (preferencialmente modelo Lattes);

Cópia (simples) da Cédula de Identidade;

Cópia (simples) do Cadastro de Pessoa Física (CPF);

Cópia (autenticada) do Diploma ou Certificado de Conclusão do Curso Superior;

Cópia (autenticada) do Curso de Pós-Graduação;

Cópia (simples) da experiência de docência para os casos solicitados;

Comprovante de matrícula atualizado emitido pelo Programa de pós-graduação em nível de mestrado e/ou doutorado, quando exigido
Concurso da musa do Gauchão será dia 31 de março

foto: Bruno Colombo/ECNH

Aline Kunst

O concurso que vai escolher a musa do Campeonato Gaúcho de 2011, que estava marcado para acontecer no dia 16 de março foi transferido para o dia 31, em Santa Maria.

A representante do anilado será Aline Kunst, 1.86m, dona de um belo sorriso. Aline começou a participar de concursos de modelo e manequim aos 13 anos, tendo participado de concursos como Top Model, Garota Vale dos Sinos, Garota Cantun e Miss Novo Hamburgo 2006.

De acordo com a modelo estar representando o Novo Hamburgo no Musa 2011 é muito importante para mostrar a força do Vale dos Sinos: “Eu amo minha cidade e sei que o clube já nos deu muito orgulho e tem muito mais ainda a nos dar. Resolvi me inscrever para poder representar o time da minha cidade e mostrar a força do Vale tanto no futebol quando na beleza das hamburguenses”,ressaltou.





Conheça a musa do anilado

Nome completo : Aline Kunst

Time: Novo Hamburgo

Data de nascimento : 30/03/1986

Cidade: Novo Hamburgo

Altura: 1m86

Peso: 65kg

Cor dos olhos: azul

Cor do cabelo: loiro

Tamanho do manequim: 38

Tamanho do calçado: 38/39

Escolaridade: superior (cursando administração)

Vento causa etragos no esádio do Novo Hamburgo

Estádio do Vale foi atingido pelo forte vento


Com o forte vento que atingiu a cidade de Novo Hamburgo na tarde desta quinta-feira, o Estádio do Vale foi atingido.

A estrutura metálica da arquibancada da torcida anilada ficou parcialmente destruída. Com o forte vento a estrutura virou, assim destelhando grande parte da arquibancada superior.
 
Veja as fotos de Bruno Colombo
 
 


quinta-feira, 10 de março de 2011

Campanha contra dengue chega a 10% de imóveis visitados






A campanha da Prefeitura de Novo Hamburgo no combate ao mosquito Aedes aegypti teve continuidade quarta-feira, dia 9 de março. Desta vez, os bairros Rincão e Petrópolis foram atendidos pelos agentes da Prefeitura e da Universidade Feevale. Com esta ação, as atividades desenvolvidas sob coordenação da Secretaria da Saúde (SMS) completaram 10% dos imóveis da cidade visitados (tanto domicílios como prédios comerciais e terrenos). Contudo, o ciclo não para. Outros 10% de casas e demais pontos serão vistoriados a partir da próxima semana.



Nos bairros Rincão e Petrópolis, os agentes comunitários de saúde fizeram a distribuição de panfletos e demais materiais informativos. Já os vigilantes em saúde da Feevale visitaram imóveis. Nos locais, eram coletadas amostras para futuras análises. Em todos os locais as equipes eram bem recebidas pela população. “Temos notado cada vez mais isso. As pessoas estão conscientes do seu papel e mais informadas do que precisam fazer para combater o mosquito”, disse a secretária da Saúde, Clarita de Souza.



As próximas ações serão desenvolvidas nos bairros Boa Saúde e Santo Afonso, com datas e locais ainda a ser definidos. As atividades são realizadas conforme o perfil de cada bairro, atendendo à realidade das comunidades. “Com a continuidade de nossa campanha, temos em mãos um retrato cada vez mais fiel de como está a cidade contra a dengue. Precisamos estar constantemente mobilizados”, completou Clarita.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Notícias da Feevale

Feevale faz evento para homenagear as mulheres




Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Universidade Feevale realiza nesta quinta-feira, dia 10, a atividade “Hoje a noite é delas”. Trata-se de um bate-papo sobre sensualidade feminina e dicas sobre cabelo e maquiagem. O evento, gratuito e aberto à comunidade, acontecerá às 20h, no auditório do prédio Azul, no Campus II (RS-239, 2755, Novo Hamburgo). Na ocasião, serão sorteados brindes entre as participantes.

domingo, 6 de março de 2011

Alexander Pires & Gloria Estefan - Santo

Alexandre Pires sz Revelação Delirios De amor

Alcione - Estranha Loucura

Elizeth Cardoso e Emilio Santiago '' Louco '' ( Wilson Batista / Henriqu...

Zeca Pagodinho - Ratatúia

Zeca Pagodinho Acústico MTV - Não Sou Mais Disso

Zeca Pagodinho - Maneco Telecoteco (Acústico MTV)

PAPO DE CULTURA - Ione Jaeger

Ione Jaeger








FOCO CRISTÃO - Cristian Dahmer

Cristian Dahmer













O BOM SAMARITANO




“Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: — Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: — O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem? O homem respondeu: — ‘Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.’ — A sua resposta está certa! — disse Jesus. — Faça isso e você viverá. Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou: — Mas quem é o meu próximo? Jesus respondeu assim: — Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo: — Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele. Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: — Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado? — Aquele que o socorreu! — respondeu o mestre da Lei. E Jesus disse: — Pois vá e faça a mesma coisa.

(Lucas10. 25-37, Bíblia Sagrada, Nova Tradução na Linguagem de Hoje).



Fica difícil compreender a magnitude dos ensinamentos de Cristo sem conhecer o contexto original da época. A história do bom samaritano é muito conhecida, até mesmo entre os não cristãos. Mas o que temos que entender, primeiramente, é a natureza desses personagens à época desta parábola. Notem que os dois primeiros a passarem pelo homem assaltado foi um sacerdote e um levita. Estes eram judeus importantes entre o povo judeu, eram as autoridades espirituais da época. O último a passar foi um samaritano comum. Os samaritanos e os judeus não se gostavam. Eles não tinham relacionamento, e os judeus achavam os samaritanos indignos do amor de Deus. Jesus não disse se o homem assaltado era judeu, mas, pela mensagem que quis passar, muito provavelmente dera a entender que sim. O Senhor quis mostrar aos religiosos da época quão enganados eles estavam em relação ao “amar Deus” e “amar o próximo”. Os dois religiosos, que deveriam ter ajudado o homem, que tinham a autoridade espiritual para praticarem o que a Palavra de Deus diz, simplesmente passaram longe. Já o samaritano, aquele que era desprezado e marginalizado pelo povo judeu, aquele que era indigno do favor divino, este sim fez o que se esperava de um crente.

Agora, tenho uma história bastante parecida com essa: Um garoto de rua, de uns 13 anos, parou no sinal de uma rua da cidade para pedir dinheiro. Chegou então no carro de um cristão da igreja “A”, que estava com o vidro do carro aberto, e pediu uns trocados para comprar comida. O cristão, apesar de ter R$ 100,00 na carteira, disse que não tinha nada. Depois, o menino se dirigiu ao carro de trás, onde estava uma família cristã da igreja “B”. Quando o motorista viu que o rapaz iria até seu carro, tratou de fechar o vidro. O jovem parou em frente ao vidro, pediu dinheiro, mas o motorista, cristão, nem sequer olhou para ele. Continuou conversando com sua família como se o garoto nem estivesse ali presente. Então, o rapaz foi para o próximo carro, e neste estava um homem com um cigarro na mão. Tinha acabado de vir de uma “noitada” de festa. Havia se prostituído e usado cocaína, embora já estivesse lúcido. O menino chegou perto dele e pediu umas moedas para comprar um lanche, pois estava faminto. O homem jogou o cigarro fora, encostou o carro mais a frente, chamou o garoto e o levou a uma lanchonete próxima dizendo: “Venha comigo, também estou com fome, vamos tomar um lanche!”

Esta história não é para fazer apologia ao pecado, nem para dizer que todos os cristãos são hipócritas. Todavia, o fato é que se têm visto cristãos como os antigos judeus. Aqueles que foram escolhidos para guardar a lei e os mandamentos de Deus, e mostrar o Seu amor ao mundo, simplesmente ignoram estes fatos. Enquanto isso, pessoas com condutas questionáveis praticam o amor que Cristo ensinou de forma mais sincera que aqueles que deveriam dar o exemplo. Confesso que às vezes me sinto envergonhado por mim mesmo. O Senhor Jesus afirmou aos líderes judeus da época, em Mateus 21. 31: “[...] Eu afirmo a vocês que isto é verdade: os cobradores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus antes de vocês.” Você já se imaginou ouvindo estas palavras da boca de Deus? Pois é isso que Ele nos diz quando agimos como na história acima. Não estou falando de segurança pessoal, de preservar nossas vidas contra um possível assalto. Falo de um morador de rua que estava com fome e pedia dinheiro para comprar comida. Um jovem que, se quisesse assaltar alguém, não estaria num sinal. Além disso, ainda que fosse um assaltante com uma arma, de que adiantaria estar com o vidro fechado? O que estamos ensinando a estas pessoas? Que tipo de cristianismo estamos praticando? Ademais, não é apenas dinheiro que essas pessoas precisam; é olhar no olho, é conversar com elas, é mostrar-lhes que existem pessoas que as amam, independente de sua condição, assim como Cristo as ama. Este sim é o grande mandamento. Além disso, será que Deus não é poderoso o suficiente para nos proteger, quando cumprimos Seus ensinamentos?

Se você tem dúvidas, comentários, ou quer se cadastrar para receber por e-mail os artigos semanais, mande um e-mail, sem anexos, para: meubaluarte@gmail.com .

Deus abençoe a todos com libertação, entendimento e salvação! CRISTIAN DAHMER 06/03/2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

DIRETO DO RIO DE JANEIRO - Nelson Tangerini]

Nelson Tangerini












EXPIROU NESTOR TANGERINI




Compositor, Teatrólogo, Poeta, Humorista,

Jornalista e Professor de português –

Sucumbiu aos 71 anos de idade.



Texto de Aldo Cabral

Aldo Cabral


Chamava-se Nestor Tambourindeguy Tangerini, mas usava apenas o nome autoral de Nestor Tangerini, e faleceu a 30 de janeiro último, numa enfermaria do Hospital dos Servidores do Estado da Guanabara, vencido que fora, afinal, por uma bronquite atroz

Tangerini (como era conhecido na intimidade) e que nasceu em Piracicaba, no Estado de São Paulo, em 23 de julho de 1895, iniciou o curso primário em Manaus (Amazonas) e terminou-o em Belém, no Estado do Pará.

Aqui, no Rio de Janeiro, freqüentou o Mosteiro de São Bento e tirou os preparativos no Colégio Pedro II, parceladamente; mais tarde, cursou Farmácia e Direito.

Além de compositor (vinculado à U.B.C.), Tangerini era, também, bom teatrólogo (revistógrafo), ótimo poeta, humorista notável, jornalista de pouca militância e respeitável professor de português, tendo sido muito forte em sintaxe.

Como teatrólogo, deixou vários trabalhos que foram apresentados nos nossos teatros de revista, ocorrendo-nos, nesta oportunidade, enumerar as seguintes peças de sua co-autoria: “Tudo pelo Brasil” (com Luiz Leitão); “Cadeia da Sorte”, “Na boca da Hora” e “Lição Doméstica” (estas com Aldo Cabral) e muitas outras, que o tornaram conhecido (também combatido) no meio teatral, pois era uma espécie de espantalho aos “J. Maia” e outras “nulidades” que ainda infestam os nossos palcos. (Mas isto é assunto para a “SBAT”).

É de Nestor Tangerini o mais rápido “Sketch” que se conheceu, e que figurou em sua revista “Estupenda!”, levada a cena no Teatro Carlos Gomes desta cidade, em 1937, explorada, então, pela Cia. Jardel Jércolis. A cena passa-se na sala de operações de um hospital, onde se vê o paciente sobre a mesa, ainda sob à ação da anestesia, com uma das pernas amputadas à altura do joelho. Ao lado do paciente, o médico que acabara de fazer-lhe a amputação da perna, e, à cabeça do paciente vêem-se o médico-auxiliar e a enfermeira. Após um instante, o médico-auxiliar diz, baixo, à enfermeira: “Acho que o doutor enlouqueceu”. E o médico, virando-se rápido, para ambos, grita-lhes, irritado: “Loucos estão vocês! Por que não me disseram que o caso era de apendicite?” (Pano)

Poeta como poucos, Tangerini versejava em qualquer gênero, sempre espontâneo e correto. Eis alguns de suas quadras, muito bem feitas:



Lírico:



A vida já quis perde-la,

e hoje aquero prolongar;

encontrei a minha estrela

na noite do teu olhar.



Malicioso:



O esposo se aborreceu

com sua linda senhora

que num maiô se meteu

- ficando toda de fora.



E irônico:



O meu lar é muito meu,

embora igual a qualquer;

quem manda nele sou eu

- depois de minha mulher.



No terreno do humorismo, sentíamo-lhe o pulso firme em “flashes” como este:



- Quer casar comigo, senhorita? Eu já estou ganhando o salário mínimo.

- Ora, isso não dá nem para os meus lenços.

- Não faz mal: eu espero para quando você ficar boa da gripe.



Fortíssimo como professor de português, observamo-lo, por várias vezes, a corrigir, elegantemente, os seus amigos quando estes incorriam em erros crassos através de frases comuns no diálogo do quotidiano. Assim, ouvíamo-lo, de quando em quando, explicar, paciente e amigavelmente: Não se diz “água de flor de laranja”, e sim “de flor de laranjeira”, pois a planta é que dá a flor e não o fruto. Também não se deve dizer: “Tenho ódio dele”, mas, sim, “Tenho-lhe ódio”. Quem tem ódio, tem-no a alguém e não de alguém. É errado dizer-se “o doente está muito grave”; correto é dizer-se “o doente está muito mal”. E complementava: as doenças é que podem ser graves, não os doentes. Mais um erro comum: “Aquele bandido tem morto muita gente”. O certo é substituir-se “morto” por matado. “Morto” e “morrido” são particípios do verbo morrer. O particípio passado de “matar” é “matado”. Dizer que o bandido “tem morto muita gente” equivale a dizer que ele tem “morrido muita gente”.

E como compositor, embora letrista talentoso, compôs, apenas, meia dúzia de obras, pouco divulgadas, como por exemplo “Manon” (Valsa de parceria com Alice Alves, esposa de Ronaldo Lupo, que a gravou) e “Dona Felicidade” (Valsa de parceria com Benedito Lacerda), um primoroso poema constituído de seis quadras, que publicamos ao lado.

Nestor Tangerini, que foi sepultado em jazigo da família no Cemitério São João Batista, deixa viúva (Dona Dinah) e três filhos (Nirton, Nirson e Nelson) e um grupo de amigos que pranteiam o seu passamento mas continuam cultivando o que de bom aprenderam com ele.



Dona Felicidade



Valsa – de Benedito Lacerda e Nestor Tangerini



No País da Fantasia,

que habitei na mocidade,

eu também quis, certo dia,

ver Dona Felicidade.

Enveredei pela Estrada

da Esperança, e em meio, então,

mais linda do que a Alvorada,

encontrei Dona Ilusão.



Perguntei-lhe logo, a ela,

se onde morava sabia

- a criatura mais bela

do País da Fantasia.

E a Ilusão, gesto risonho,

mostrou-lhe, numa colina

da Cordilheira do Sonho,

uma casa pequenina.



Prossegui na caminhada,

e, cansado, mas ufano,

bato à casinha indicada,

onde um velho, o desengano,

me atendeu com gravidade

à informação que pedi:

- A Dona Felicidade

Já não mora mais aqui.





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Embora não tenha assinado seu nome no artigo, este texto foi escrito pelo compositor, jornalista, poeta e teatrólogo Aldo Cabral para o Revista da U.B.C. (União Brasileira de Compositores), os. 13 e 14, Ano XXIV, No. 82.

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O presente texto continha alguns erros de data e informação e foi corrigido por Nelson Marzullo Tangerini, filho mais novo de Nestor Tambourindeguy Tangerini.



nmtangerini@yahoo.com.br, nmtangerini@gmail.com



http://nelsonmarzullotangerini.blogspot.com/

e

http://narzullo-tangerini.blogspot.com/





OBS.:

Nestor Tangerini era fumante e foi mais uma vítima do cigarro: um câncer de pulmão matou-o no dia 30 de janeiro de 1966.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Coordenadoria da Mulher

Servidores públicos foram capacitados para atividades da 3ª Semana da Mulher




Faltando poucos dias para o início da 3ª Semana da Mulher de Novo Hamburgo, a Prefeitura, por meio da Coordenaria de Políticas Públicas para as Mulheres (CMulher) realizou na quinta-feira, 3 de março, uma capacitação para servidores públicos e promotoras legais populares. Os participantes assistiram ao filme “Bonezinho Vermelho”, e debateram o tema central do filme que será abordado junto aos jovens durante a programação da 3ª Semana da Mulher: Maternidade na Adolescência.



A coordenadora da CMulher, Fátima Fraga, explicou que a programação abrange diversas escolas e quer que os capacitados realmente conversem com os jovens. “Esta capacitação que eles receberam serve para que possam conversar bastante com os jovens sobre este tema tão presente nas escolas”, explicou Fátima.

A capacitação ocorreu no auditório da Secretaria de Educação e Desporto (SMED), que fica no 4º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry.

DIRETO DO RIO DE JANEIRO - Nelson Tangerini

Nelson Tangerini


E VALIDARAM O GOL DE VALIDO...




Nelson Tangerini



Volta e meia encontro-me, na Rua Maranhão, no Méier, com o Sr. Roberto Vantuil, um ex-funcionário - e hoje sócio - do Vasco da Gama, que me conta, entre saudoso e magoado, a triste história do primeiro tricampeonato do Flamengo, em 29 de outubro de 1944, quando o jogador argentino Valido subiu apoiando-se nas costas do jogador Argemiro e, aos 41 minutos do segundo tempo, fez, de cabeça, o gol único da partida e do rubro-negro.

O juiz Guilherme Gomes [já falecido] alegou, na época, nada haver de anormal no lance, mas a torcida vascaína até hoje questiona aquele campeonato.

Morador da Rua Leopoldina, em Piedade, subúrbio do Rio, o Sr. Guilherme puxava de uma perna. Segundo moradores antigos da referida via, que o conheceram, teria levado um tiro de um torcedor exaltado do Vasco. Conta-se, ainda, que era torcedor do Flamengo.

Meu avô português, José Pinto da Costa, botafoguense, e não vascaíno, que viu o nascimento e crescimento do esporte bretão no Brasil, contava-nos, em casa, este curioso episódio, entre tantos outros do futebol brasileiro.

Sempre demos muita importância a seus relatos, ainda que parecessem coisas do passado, e, com ele, aprendemos a amar o Glorioso Botafogo, o clube que uniu nossa família e revelou jogadores de renome internacional como Nilton Santos, Didi, Amarildo, Zagallo, Garrincha, Quarentinha, Jairzinho, entre tantos outros que honraram a camisa da Seleção Brasileira e do clube da Rua General Severiano.

O que seria da Taça Jules Rimet se não fossem as estrelas do Botafogo? O fato de o alvinegro ter sido responsável pelo tricampeonato brasileiro, ainda incomoda certos comentaristas e cronistas de futebol, até hoje.



Achei muito interessante a história contada por José e pelo Sr. Roberto, a respeito do Vasco da Gama, justamente num momento em que a imprensa, abertamente flamenguista, torce por novo tri, exagera nos elogios e na bajulação, e fala até a exaustão dos inúmeros tris conquistados pelo clube da Gávea.

Vejamos, pois, o que encontramos, a respeito do clássico no site http://classicoeclassico.sites.uol.com.br/rj/flaxvas_historias.htm :



“Na escaldante tarde de 29 de outubro, o pequeno Estádio da Gávea, lotado por mais de vinte mil torcedores, fervilhava.

Sem Leônidas, que fora para São Paulo, Domingos da Guia, para o Corinthians, e Perácio, que fora para a guerra na Itália, o Flamengo não era mais o time forte e seguro de si do início do campeonato.

Para piorar, o ponta-direita Jaci se machucara e o técnico Flávio Costa teve de recorrer ao argentino Valido, que, aos 42 anos, já se aposentara.

Enquanto isso, o Vasco, treinado por Ondino Vieira, começava a montar o que se transformaria no famoso Expresso da Vitória: o trio Lelé, Isaías e Jair, que enchia a torcida de alegria.

Ademir Menezes metia gols em todos os jogos e Djalma surgia como o primeiro curinga do futebol brasileiro.

Os dois clubes chegaram à final empatados. O jogo começa com o Vasco mostrando suas garras com dois ataques perigosos de Ademir e Isaías. Mas o Flamengo estava mordendo, liderado por Zizinho.

O jogo seguia para o empate, quando, faltando 4 minutos para o final, o ponta-esquerda Vevé, ao tentar um lançamento para Valido, foi derrubado por Djalma. Vevé mesmo cobrou a falta. A defesa rebateu e a bola voltou para ele que serviu Valido. O argentino subiu em direção ao cruzamento apoiando-se nas costas do zagueiro Argemiro e desferiu uma cabeçada fulminante. Gol. Gol que garantiria o primeiro tricampeonato da história do rubro-negro”.



O Vasco da Gama jogou com Barqueta, Rubens, Rafanelli, Berachocheia, Alfredo, Argemiro, Djalma, Lelé, Isaias, Ademir e Chico, enquanto o time do Flamengo era formado por Jurandir, Quirino, Newton, Valido, Jaime, Bria, Pirilo, Zizinho, Tião, Biguá e Vevé.



José nos contava, também, que, quando as finais eram jogadas nas Laranjeiras ou na Gávea, a tendência era o juiz favorecer o dono da casa. Daí a construção de um estádio neutro, o Maracanã, inaugurado em 1950, no terreno do antigo Derby Club, para acabar com os favorecimentos. Isto talvez explique por que Vasco da Gama e Botafogo têm menos títulos que Flamengo e Fluminense.



Em outra crônica, falarei do gol anulado de Dodô na decisão Flamengo 2 x 2 Botafogo de 2007. Além de ver seu gol legal anulado pelo árbitro Djalma Beltrami, que depois confessou estar triste por ter errado e prejudicado o Glorioso, o jogador do Botafogo, um dos batedores de pênaltis do clube, foi expulso por não ter ouvido apito do juiz num momento em que não estava impedido.

Momentos como estes, a imprensa do Rio, abertamente flamenguista, não faz questão de comentar.



Nelson Tangerini, 55 anos, é jornalista, escritor, compositor, poeta, fotógrafo e professor de Língua Portuguesa e Literatura. É membro do Clube dos Escritores Piracicaba [ clube.escritores@uol.com.br ], onde ocupa a Cadeira 073 – Nestor Tangerini, da ABI, Associação Brasileira de Imprensa, e da ALB, Academia de Letras do Brasil.





nmtangerini@hotmail.com , nmtangerini@yahoo.com.br